A linha entre ser evangelista de software livre e louquinho de bairro é muito tênue. Cuidado.

@foss #foss

  • nossaquesapao@lemmy.eco.br
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    1 month ago

    É como ser ativista ambiental. A gente passa a vida apresentando soluções pros problemas que enfrentamos, mas quase ninguém nos dá ouvidos e seguem reclamando dos seus problemas sem nada fazer para mitigá-los. Daí a gente enlouquece mesmo, não tem jeito.

  • felipesiles@lemmy.eco.br
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    1 month ago

    Eu vi no site alternative.to um desses doidinho de bairro dizendo pra você ficar longe do soulseek, por ser proprietário, e a resposta que um usuário deu, na minha opinião é uma aula. Em inglês:

    After two years this comment is still here - and we never got to know why one should avoid it “at all costs”. Sounds really… naive? Let’s look at some facts. Soulseek is an old, straightforward network, which runs fully on donation system. It doesn’t contain any advertisement and functions which could implicate the gathering of user data - you don’t need even an e-mail to register, so if you’re effectively masking your IP (what you should do ALWAYS when using this kind of networks) - there’s nothing to fear. Also because this network is not on any radar. Mostly you find there an old/alternative music gems for freaks, not the newest Marvel movies. The server is used for group messaging and search queries - everything is P2P there. And you have many open-source client for this. Last thing, important. Not everything what’s “propertiary” it’s hundred percent bad. There’s a lot of “open-source” products with much more aggressive financial model than Soulseek, oh boy! This network is simple, works stable from 20 years (!) and actually is community-driven from the beginning. Show me 20yo network which is open-source. It’s really only up to YOU how you will use this network. Please - don’t make a religion from open-source, because it not equals security. Don’t make a “fancy fashion” from it, learn and be smart.

    • Daltux@snac.daltux.net
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      6 days ago

      Claro que a filosofia do software livre, como qualquer ideia apaixonante, pode impulsionar comportamentos que, lamento, descrevem como “loucura”. Acho incrível como ativistas desse movimento parecem até mais desprezados e debochados por aqui do que de outros.

      Independentemente disso, acredito que falta compreensão da ideia, embora ela esteja aí há mais de quarenta anos, portanto é preciso reiterar: para o movimento do software livre, software que nos priva das quatro liberdades essenciais a toda pessoa que o utiliza, ou seja, software privativo, é considerado uma arbitrariedade, instrumento injusto de poder que causa tantas chagas da sociedade atual e que, assim, não deveria existir. Eis o cerne do movimento que é desdenhado ao ser relativizado.

      Façamos uma analogia. Se alguém diz que “misoginia” não deve existir e, por isso, a toda hora recomenda distância dela, isso é relativizado da mesma maneira e a pessoa é chamada de “extremista”, “louca”, “histérica” por defender fortemente suas convicções? Infelizmente, ainda é. Gostaria de acreditar que, aqui, menos.

      Até entre quem minimamente entende da área, a ideologia de segredo industrial que atingiu a computação em fins da década de 1970 fala muito mais alto, mesmo em quem está com a mente um pouco mais aberta, o que já é uma minoria.

      Ademais, reiteradamente, confundem o software livre com o “código aberto” que é método de produção.

      É possível discordar de um movimento social sem apelar para termos pejorativos contra as pessoas ativistas. Vamos aprender a respeitar mais e compreender?

      CC: @kariboka@mastodon.social

      #capacitismo #tecnopolítica #softwareLivre

      • felipesiles@lemmy.eco.br
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        11 hours ago

        Salve meu camarada, eu concordo em tudo que disse, só acho que a gente tem que ter cuidado pra não tratar esse tipo de comentário de internet como militância, porque aí até enfraquece quem é militante de verdade. Eu respeito muito quem é militante de verdade, que milita por qualquer causa que seja justa de verdade, respeito demais as histórias dessas pessoas, e respeito seus pontos de vista até quando são divergentes dos meus. Mas nesse caso só é gente fazendo comentário para causar, hitar, ganhar atenção, por isso que eu não respeito e usei termos pejorativos, critiquei a postura e não a causa em si. Inclusive, na minha área de militância, que é a questão da negritude, tem gente que faz isso também, e me irrita profundamente, porque afeta a credibilidade da pauta pro grande público. Vou dar um exemplo dentro da minha área de militância, que é a questão racial, hoje no Mastodon o Radio Corsa estava criticando a galera que fala que a Europa só deu atenção pra questão da Groenlândia por ser um país branco, quando na real 85% da população desse país é indígena inuit. Ou seja, a galera nem se dá ao trabalho de se informar um pouquinho antes de sair cuspindo groselha na internet, isso que me incomoda de verdade, e ainda pagam de detentores da moral, pegando carona nas pautas de movimentos que são legítimos.

  • En Q Formado!@mastodon.com.br
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    1 month ago

    @kariboka @foss acho que, a não ser que me peçam pra falar algo sobre, só consigo ser evangelista de software livre em tom de piada (com gente que já me conhece e sabe que eu uso as coisas)

    Não que o software livre em si seja piada, longe disso, mas né